A Coroa, o ouro e o pasto espiritual: por uma lógica da ação coletiva nos hospícios das Minas Gerais no século XVIII

Marcelo Henrique Nogueira Diana

Resumo


Os hospícios na época moderna tinham como função receber e acomodar religiosos e viajantes, oferecendo-lhes abrigo e estadia durante as suas caminhadas e missões. Devido à própria volatilidade da riqueza do ouro, o rei D. João V mandou proibir a construção e a instalação de casas desse tipo nas Minas do século XVIII. Contudo, após uma série de pedidos feitos pelas Câmaras locais, os hospícios foram autorizados pelo rei. Neste artigo, analiso a documentação dos hospícios, produzida pelas Câmaras e pelo Conselho Ultramarino, com o objetivo de compreender a mudança de decisão do rei em relação à proibição e posterior permissão para a edificação dessas casas nas Minas colonial.


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